Hamsters

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Desde sempre que houve grande interesse em manter pequenos roedores como animais de estimação. E assim que os primeiros hamsters foram trazidos para a Europa, estes suscitaram sempre grande curiosidade.

São pequenos, fáceis de manter, não são exigentes com a alimentação nem com o alojamento e procriam com facilidade. Dir-se-ia o animal perfeito tanto para adultos como para os mais jovens. Quantos de nós não tiveram um hamster como o seu primeiro animal de estimação?

No entanto há alguns conhecimentos que são essênciais para manter estes pequenos amigos saudáveis e felizes. Vamos dar-vos a conhecer as cinco espécies de hamsters mais comuns nas casas dos portugueses.

Hamster Sírio (Mesocricetus auratus)

Descoberto pela primeira vez em 1839 pelo zoólogo inglês George Waterhouse, nas redondezas da cidade síria de Aleppo, este pequeno roedor, menor que um Porquinho da Índia e maior que um rato, foi baptizado de Cricetus auratus, o que queria dizer Hamster Dourado. No entanto só em 1930 o professor Aharoni do departamento de Zoologia da Universidade de Jerusalém começou a criar estes animais em cativeiro. Foi então modificado o seu nome cientifico para Mesocricetus auratus – Hamster Dourado Médio, nome que se manteve até hoje.

São animais de muito fácil manutenção. Não necessitam de muito espaço nem de grandes cuidados. Devem ser comprados muito novos para que sejam facilmente manuseados. Estes hamsters são solitários por natureza e só se habituam a viver com outros da mesma espécie na mesma gaiola se estiverem juntos desde muito cedo (4-6 semanas), caso contrário o mais provável é que lutem pelo território provocando muitas vezes ferimentos graves aos seus adversários.

A gaiola de um hamster sírio deve ter um mínimo de 40 cms de comprimento. Pode ter rede de arame ou pode ser em acrílico. Pode-se também usar um aquário de vidro sem quaisquer problemas. No fundo da gaiola coloca-se um material absorvente como aparas, corn cobs ou granulado de madeira, decora-se ao nosso gosto com casinhas, escadas, tubos, cordas e outras brincadeiras para o hamster se exercitar, material para o ninho, que pode ser feno, bocadinhos de lã, algodão, pedacinhos de tecido, palha, pedacitos de papel, etc e um comedouro e um bebedouro.

Estes hamsters atingem a maturidade sexual com pouco mais de dois meses e são muito prolíficos. Num ano um casal pode dar á luz várias dezenas de crias. Antes de pensar em deixa-los criar, pense se tem condições para ter tantos hamsters ou se lhes consegue arranjar novos donos. É importante separar os machos das fêmeas assim que se retiram as ninhadas dos pais para que não hajam cruzamentos entre irmãos.

Um hamster sírio de qualidade deverá ter o corpo robusto sem ser gordo e o crâneo largo. Os seus olhos devem ser vivos e brilhantes e o pêlo deve estar limpo, lustroso mesmo, e sem peladas. Existem já diversas colorações de hamsters diferentes do dourado original. Desde o branco ao negro, malhados, tricolores, de pêlo comprido, curto ou acetinado. É importante que não seja agressivo e se deixe manusear com facilidade. Se tem um hamster assim, pode expô-lo numa das nossas exposições e, quem sabe, até ganhar um prémio.

Hamster Siberiano (Phodopus sungorus)

Originário dos desertos da Sibéria, Casaquistão, Manchúria e Mongólia, este pequeno hamster é caracterizado por, no Inverno a sua pelagem tornar-se branca se as temperaturas baixarem muito. Tanto esta como as espécies seguintes são denominados de pequenos hamsters ou de hamsters anões. O Siberiano raramente chega aos 10 cms de comprimento.

Podem viver em casais ou pequenos grupos familiares. Nunca convém juntar mais do que um macho se houverem fêmeas por perto. Se quiser ter 2 machos, compre dois irmãos ou que estejam juntos desde muito cedo.

A gaiola vai depender do número de hamsters. Para um casal é suficiente 30 cms de comprimento. São preferíveis os aquários ou caixas de acrílico às gaiolas com rede porque eles fogem muito fácilmente entre as malhas da rede se estas não forem apertadas.

Alimentam-se, tal como as outras espécies, de misturas de sementes, frutos, vegetais e insectos. Deve-se evitar dar alimentos muito doces para evitar a obesidade.

Reproduzem-se a partir dos 2 meses de idade e têm geralmente 3 a 4 ninhadas por ano. Estes hamsters são, no estado selvagem, castanho-acinzentados mas podemos já encontrar outras mutações como o Branco Pérola ou o Safira.

Hamster Campbelli (Phodopus campbelli)

Originários da Ásia Central, Sibéria e Mongólia, estes pequenos hamsters são muito semelhantes à espécie anterior. Têm no entanto uma risca longitudinal característica no dorso e são encontrados em dezenas de cores diferentes, malhados e de uma só cor. Todo o comportamento, alimentação e necessidades são iguais aos anteriores.

Hamster Roboroski (Phodopus roboroskii)

São, de todos, os de menor tamanho, atingindo no máximo 5 cms de comprimento. A sua coloração é amarela, cor-de-areia com as faces e ventre brancos. Não existem outras colorações mas recentemente fala-se num novo tipo em que a face é mais branca que o original.

Devem ser mantidos em caixas de acrílico ou aquários com todos os acessórios como as espécies anteriores. A alimentação deve ser constituída por sementes, fruta e alguns insectos. As sementes devem ser de pequeno tamanho.

Quando estão a criar, tanto esta espécie como as anteriores ficam muito protectoras dos filhos. Deve-se evitar mexer nas crias e deve-se colocar sempre alimento em abundância. É comum, se sentirem ameaçadas ou com pouco alimento, que as mães comam algumas crias ou mesmo toda a ninhada. Para os humanos este facto pode parecer horrível, mas é muito comum  acontecer no mundo animal. No periodo pós-parto, o melhor e deixar a fêmea sossegada com as crias no ninho. Não se limpa a gaiola. A única intervenção até as crias terem os olhos abertos é a colocação de alimento e água.

Hamster Chinês (Cricetulus griseus)

Este é um Hamster que, apesar de ser ainda considerado de “Anão”, está no limite pois pode atingir os 13 cms. Tem a maior cauda de todos os hamsters apesar de ser só uma “meia-cauda” de 2-3 cms.

É originário da China, como o próprio nome indica, e é todo cinzento com uma rica longitudinal mais negra no dorso e a parte inferior mais clara. Existe já uma variedade na coloração com malhas brancas.

As necessidades e particularidades são muito semelhantes às dos Hamster Siberianos e Campbell tendo só a particularidade de ser a única espécie de pequenos hamsters em que o macho não ajuda a cuidar das crias quando estas nascem.

 

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