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Nos dias que correm, os esquilos começam a ser cada vez mais
conhecidos como um dos novos animais de estimação que têm
aparecido um pouco por todas as lojas de animais, despertando muitas
vezes a curiosidade dos visitantes devido ao seu aspecto afável e
cativante.
Uma vida nas alturas, e não só...
Geralmente quando se fala em esquilos, rapidamente pensamos em
pequenos animais simpáticos de cauda comprida e peluda que saltam
de árvore em árvore, no entanto a família Sciuridae (Esquilos) é
composta por esquilos arborícolas, esquilos voadores e esquilos
terrestres, fazendo no total 250 espécies que se encontram distribuídas
um pouco por todo o Mundo, executando Madagáscar, Oceânia e Pólos,
havendo assim esquilos de climas temperados e esquilos de climas
tropicais.
Arborícolas
Os esquilos arborícolas correspondem á imagem que idealizamos do
que é um esquilo. São animais de hábitos diurnos, com os sentidos
bem apurados e com uma anatomia bastante adaptada á vida nas copas
das árvores, onde se sentem mais seguros de predadores terrestres.
Embora os esquilos arborícolas passem 90% da sua vida nas alturas,
por vezes podem ser encontrados no solo da floresta procurando por
alimento que tenha armazenado anteriormente, mas sempre alerta ao mínimo
ruído ou movimento, pois essa prevenção é-lhes muitas vezes
vital.
Como espécies arborícolas podem-se encontrar o esquilo vermelho
euro-asiático (Sciurus Vulgaris), esquilo cinzento americano (Sciurus
Carolinensis), esquilo peruano (Sciurus Igniventris), esquilo
tricolor (Callosciurus Prevostii), entre muitas outras sendo a maior
família de esquilos.
Voadores
Os esquilos voadores são também esquilos arborícolas, no entanto
são uma família com bastantes particularidades. Esta família de
esquilos é de hábitos nocturnos, tendo para tal olhos grandes e
bem desenvolvidos. Os esquilos voadores têm também uma anatomia
muito característica, tendo uma membrana de pele que percorre o seu
corpo unindo as patas dianteiras ás traseiras, o que lhes
possibilita fazer voos planados de uma árvore para outra,
direccionado o voo com o auxilio da cauda achatada que funciona como
leme. Também ao contrário dos esquilos arborícolas, os esquilos
voadores muito raramente descem ao solo, pois a sua membrana não
lhes permite uma boa deslocação e rapidez deixando-os bastante
vulneráveis aos predadores. Espécies voadoras são o esquilo
voador euro-asiático (Pteromys), esquilo voador de sul (Glaucomys
Volans), esquilo voador de norte (Glaucomys Sabrinus), esquilo
voador gigante vermelho (Petaurista Petaurista), etc...
Terrestres
Os esquilos terrestres são diurnos e fazem labirintos de túneis de
baixo do solo onde constróem os seus ninhos, estando para isso
fisicamente adaptados. São animais com patas desenvolvidas para
escavar, orelhas pequenas que permitem maior liberdade de movimento
nos túneis, e como não necessitam de se equilibrar, a cauda é
mais curta. A grande maioria das espécies de esquilos terrestres
vivem em colónias e cada membro do grupo tem um papel a
desempenhar, o que faz desta família a mais inteligente de todos os
esquilos.
Como espécies terrestres pode-se encontrar o cão da pradaria (Cynomys
Ludovicianus), esquilo terrestre de richardson (Spermophilus
Richardsonii), esquilo coreano (Eutamias Sibiricus), marmota
(Marmota Marmota), etc...
“Quero um esquilo...”
Ponderar a aquisição
A aquisição de um esquilo como a de qualquer outro animal, deve de
ser bem ponderada e pensada, devendo-se ter em conta que as despesas
não passam só pelo valor do animal mas também pela alimentação,
veterinário e todas as despesas que isso envolve.
O próximo passo a dar é conhecer-se bem o esquilo que pretendemos
adquirir. Assim, o futuro dono deverá pesquisar bem sobre a espécie
em questão, com o fim de ter uma ideia bastante real de quais as
suas necessidades colocando em questão se é possível reunir-se
todas as condições, ou não. Outro ponto que se deve ter presente,
é que os esquilos têm uma média de vida maior do que muito
roedores, havendo espécies que podem chegar aos 20 anos de idade em
cativeiro. Deve-se por isso ter em mente, que a aquisição de um
esquilo é muito mais do que uma moda passageira.
Qual a espécie mais adequada para um principiante...
Devido ao seu tamanho diminuto e á vulgaridade com que se conseguem
encontrar nas lojas de animais, a espécie mais aconselhada para um
principiante é sem dúvida o esquilo coreano. O esquilo coreano é
originário da Norte Asiático, no entanto tem algumas subespécies
que residem também na América do Norte. No Canadá, esta espécie
ajuda as autoridades da alfândega na detecção de estupefacientes,
pois este pequeno animal tem o olfacto bastante apurado. Embora
esteja tão bem preparado fisicamente para viver nas árvores como
os esquilos arborícolas, o esquilo coreano vive com maior predominância
no solo construindo o seu ninho debaixo da terra.
Chegada a hora da aquisição, deve-se procurar sempre os esquilos
mais jovens (entre os 2 e os 4 meses de idade), com o pelo em boas
condições e olhos brilhantes, significando isso que o esquilo se
encontra de boa saúde.
Chegada a casa
Antes de se trazer o esquilo para casa deve-se definir o local onde
ele irá ficar e preparar a sua gaiola com todos os acessórios,
alimento e água, com o fim de não perturbar o recém-chegado. A
chegada á sua nova casa deverá de ser a mais calma e tranquila
possível, evitando a todo o custo mexer-se no interior da gaiola e
muito menos no próprio esquilo, este necessita de tempo até se
habituar a tudo de novo que o rodeia. Por natureza, os esquilos são
assustadiços, e o facto de se andar sempre de volta dele nos
primeiros dias, poderá sem dúvida stressá-lo. Deve-se
simplesmente ir verificando se o novo companheiro vai comendo,
bebendo água e fazendo as necessidades, ainda que discretamente.
Passado aproximadamente um mês desde a sua chegada, o esquilo começará
a ficar familiarizado com o novo dono e com o seu novo espaço começado
a levar a sua vida normalmente.
Embora sejam roedores, os esquilos são animais com comportamentos e
necessidades muito próprias e que diferem em muito das outras famílias
da Ordem Rodentia (Roedores), o que leva muitas vezes o pouco
conhecimento de quem está atrás dos balcões da lojas de animais,
a dar informações erradas e muitas vezes inapropriadas face ao que
é necessário para um esquilo levar uma vida saudável em
cativeiro.
Alimentação
A alimentação é um dos factores de maior importância para manter
os esquilos de boa saúde e com forças para toda aquela actividade
enérgica bem característica destes pequenos roedores. Na natureza,
os esquilos têm uma alimentação muito variada consumindo
sementes, flores, cogumelos, etc. Em cativeiro, uma boa alimentação
passa por uma ração a mais variada possível, acompanhada por
pequenos suplementos.
Nunca se deve de dar comida de papagaio aos esquilos, pois para além
de ser muito calórica devido à quantidade de sementes de girassol,
também é muito incompleta face ás suas necessidades.
Actualmente pode-se encontrar com facilidade rações próprias para
esquilos. Estas rações são constituídas por uma mistura de
sementes e frutos secos (amendoins, avelãs, alfarroba, sementes de
girassol, fruta seca, etc.), sendo esta a alimentação base que
deve estar sempre à disposição do animal. Como suplemento da
alimentação principal, deve-se colocar fruta (maçã, pêra, uvas,
laranja, etc.) com alguma frequência e uma pequena guloseima. Essa
guloseima pode ser amendoim, avelã, amêndoa, pinhão, castanha e
noz, tudo com casca, pois ajuda ao desgaste dos dentes, factor esse
que é vital nos roedores. As guloseimas, são também um dos
factores essenciais na domesticação de um esquilo, ajudando a
criar um laço de afecto entre dono e animal. Dando todos os dias,
mais ou menos á mesma hora uma pequena guloseima, leva o esquilo a
fazer a analogia: DONO = GOLOSEIMA, e assim percebe que a presença
do dono não constitui uma ameaça, mas sim comida.
Não quer dizer com isso que em todos os casos este truque resulta,
no entanto, o facto dos esquilos serem muito gulosos pode ajudar
bastante à obtenção de resultados satisfatórios. Para os
esquilos terrestres, devido á sua constituição física, e á
facilidade com que armazenam gordura, a ração não pode ser a
mesma que para os restantes esquilos. A ração mais indicada para
os esquilos terrestres que se encontra no mercado português, é a
comida própria para Chinchila, devendo-se dar apenas um prato de ração
por dia. Os esquilos terrestres necessitam também de ter sempre á
disposição feno (nunca Alfafa), servindo-lhes como ninho e também
como refeição. Os suplementos para os esquilos terrestres, tendo
em conta que são animais que apenas têm acesso a alimentos que se
encontrem no solo, é aconselhado a dar-lhes vegetais (brócolos e
cenoura) para alem da fruta.
Outro factor que tem tanta importância como a alimentação é a água.
Os esquilos deverão de ter sempre à disposição uma
"garrafa" própria para roedores com água, devendo mudá-la
de dois em dois dias especialmente no Verão, quando a água tem
tendência para ficar mais choca. Não se deve de deixar a água
acabar pois isso poderá indicar que o esquilo necessitou de beber e
não teve.
Tudo isto é o mínimo necessário para a manutenção de um esquilo
em cativeiro, de qualquer forma compete ao dono
"investigar" o que o seu esquilo mais gosta de comer,
devendo ter sempre em conta a alimentação da espécie quando está
na natureza.
Alojamento
O bem-estar de qualquer animal em cativeiro passa sem dúvida alguma
pelo alojamento, e os esquilos não são excepção. Como todos
sabem, os esquilos são animais de grande actividade passando grande
parte do dia a correr e a saltar, sendo para isso necessária uma
gaiola espaçosa com ramos, cordas, etc.
Essa actividade é vital nos esquilos pois faz parte do seu instinto
natural, e como tal deve de ser simulado o mais possível o seu
habitat. Para isso, a gaiola pode ser decorada com pinhas, feno no
fundo da gaiola (que faz bons esconderijos), ramos, etc., tudo
depende da criatividade do dono. Para os esquilos terrestres, as
gaiolas deverão de ser baixas, para não dar assim a possibilidade
para subirem a grandes alturas evitando quedas que podem resultar em
patas partidas e problemas bem mais graves.
A gaiola poderá ser de interior ou de exterior, devendo de se ter
sempre em conta que se deve cimentar o fundo da gaiola de exterior,
pois os esquilos (principalmente os coreanos) podem fugir facilmente
escavando um buraco no chão. Quando a gaiola não tem as dimensões
necessárias pode provocar stress nos esquilos, o que os leva
facilmente à morte.
Para além dos “entreténs”, a gaiola deverá de ter também um
ninho com um pouco de feno. O ninho tem várias funções, uma delas
é proporcionar um local de abrigo para descansar, funcionará também
como esconderijo em caso de “perigo” o que é muito importante
para evitar o stress. Por ultimo, serve-lhes como armazém onde
guardarão alimento no Outono como reserva para o Inverno. Em caso
de ter mais de um esquilo, é aconselhável colocar mais de um
ninho, evitando assim brigas por disputa de território.
Higiene
Os esquilos são animais muito asseados fazendo as suas necessidades
sempre no mesmo local, normalmente no canto oposto ao do ninho e da
comida. Isso facilita bastante a manutenção da gaiola sendo apenas
necessário limpá-la, uma vez por semana. No entanto, convém ir
limpando o local das necessidades com mais brevidade evitando maus
cheiros principalmente no Verão. Como forro absorvente do fundo,
pode ser colocado aparas de madeira, milho triturado (Korn Cobs), ou
madeira prensada (Top Fresh).
Cuidados
Como já foi mencionado, os esquilos não são de grandes interacções
com o dono e muito menos de colo, provavelmente não fará o animal
de estimação ideal para toda a gente. Na verdade, algumas pessoas
discordam com isso, pois os seus esquilos são dóceis e têm
comportamentos bastante invulgares, de qualquer forma, casos desses
são muito raros, sendo o que se segue o comportamento normal de um
esquilo.
Assim sendo, há cuidados que se deve de ter em conta tanto para a
saúde do esquilo como para evitar serões desagradáveis.
Para começar, deve-se de ter em mente que regra geral os esquilos não
gostam de ser agarrados, recorrendo quase sempre a uma dentada para
fazer o seu dono entender isso.
Se decidir soltar o seu esquilo em casa, certifique-se que as
janelas e portas estão todas fechadas para não haver fugas, e também
que não há buracos (principalmente atrás de móveis) onde este se
possa esconder, pois poderá passar uma tarde “muito agradável”
a arrastar móveis em casa até conseguir apanhar o pequeno
“diabrete”. Cuidado ao mexer na gaiola, num ápice os esquilos
saem pela porta.
Os esquilos, tal como qualquer roedor, não devem de ser deixados à
solta em casa sem acompanhamento do dono, pois irão roer muita
coisa, inclusive coisas perigosas para a sua saúde (fios eléctricos,
plantas, etc.).
Visto os esquilos serem muito assustadiços, deve-se manter sempre a
sua gaiola longe de ruídos persistentes ou incómodos,
principalmente televisão, rádio e computadores, pois isso causará
o stress mortal que referi anteriormente.
Para quem tenha outros animais de estimação (especialmente
predadores naturais de esquilos como cães, gatos, furões, etc.),
deve de os manter longe dos esquilos ou até mesmo da sua gaiola
pois é bem previsível o resultado final.
Outro caso que pode acabar mal, é o facto dos esquilos serem
territoriais (muito principalmente os Coreanos). Assim, caso já
tenha um esquilo e queira comprar outro, não poderá juntá-los de
imediato. Tem que colocá-los em gaiolas independentes lado a lado
durante 15 dias, fazendo uma fase de habituação aos odores e á
presença de outro esquilo. Caso não se cumpra esta fase, é muito
possível que briguem pela disputa do território até à morte.
Quando se fizer a junção deve-se acompanhar a reacção dos dois
caso haja briga é separar de imediato.
O ideal é ter um esquilo por gaiola, eles não se sentem sós pois
essa é a maneira de viverem na natureza. Quando estão em casal (ou
mais) eles não se dão bem, pura e simplesmente suportam-se.
Os esquilos Coreanos podem hibernar quando o clima é muito frio (a
partir dos 10º) ou quando há falta de alimento, reduzindo a
maioria das suas funções vitais, ficando recolhidos no ninho a
dormir quase não respirando. Assim, é bem natural que seja possível
observá-los a cambalear como se estivessem embriagados, sentindo
vontade de fazer necessidades, os esquilos deslocam-se até ao local
apropriado, ainda que meio adormecidos. Quando o esquilo está
adormecido (parecendo morto), a sua respiração é muito lenta e o
seu corpo fica frio, assim sendo, é aconselhável que se certifique
bem de que o seu esquilo está a hibernar e não está morto. Caso o
esquilo não hiberne não significa que algo correu mal, antes pelo
contrário, significa sim que o esquilo não teve necessidade para
tal. No entanto, se o fez também não é mal nenhum pois este é o
seu comportamento na natureza.
Reprodução
A informação referente á reprodução destina-se unicamente aos
esquilos coreanos, diferindo bastante em relação ás outras espécies.
Os esquilos são muito exigentes no que diz respeito à reprodução.
Regra geral, eles só se reproduzem caso tenham as condições
ideais, isto é, as mais aproximadas possíveis do seu habitat
natural.
Para tal, é necessário uma gaiola bastante espaçosa, ou viveiro,
com tudo o que foi mencionado em "Alojamento", tendo como
diferença a quantidade de ninhos, que deverá ser superior (seis
ninhos, +/-). É também necessário que haja alimento em abundância.
Neste caso, e visto que a gaiola tem de ser enorme, o ideal para se
poder criar é ter três fêmeas para um macho, evitando brigas
entre machos pela disputa das fêmeas. Os esquilos só se reproduzem
a partir dos 8 meses (podendo ir até aos 2 anos), fase essa que é
quando atingem a maturidade sexual. Nos machos isso evidencia-se
através dos seus testículos que ficam bem mais desenvolvidos.
Os esquilos podem criar durante duas épocas do ano, entre Fevereiro
e Abril, e entre Junho e Agosto, tendo como fim garantido de época
de reprodução os finais de Setembro. Esse período pós hibernação
é o ideal para criar pois é a época do ano em que o clima é mais
ameno ajudando à sobrevivência das crias.
Saídas da hibernação, as fêmeas entram no cio, dando a conhecer
ao macho o seu estado receptivo através de um "piar" contínuo.
As fêmeas entram no cio durante três dias com espaços de quinze,
não aceitando os machos fora desses três dias. O acto da cópula
é bastante agitado ou até mesmo violento, pois mesmo a fêmea
estando no cio é provável que rejeite o macho desencadeando
algumas brigas. Assim, é possível que algumas fêmeas fiquem com
peladas no dorso resultantes do abocanhar do macho durante a cópula.
Caso a fêmea engravide, terá de aguardar aproximadamente entre 28
e 35 dias até dar á luz de 3 a 5 crias cegas, surdas e sem pêlo.
No dia do nascimento a fêmea sairá do ninho somente para se
alimentar, passando o restante tempo a cuidar dos recém-nascidos.
Nessa altura a fêmea fica com as glândulas mamarias bastante
desenvolvidas sendo de fácil observação.
Após o nascimento, as crias levam mais ou menos 30 dias até saírem
do ninho. Durante esses 30 dias vão-se desenvolver bastante, começando
a crescer-lhes o pêlo, abrem os olhos, ganham audição e começam
a alimentar-se de alimentos sólidos. Caso se pretenda observar as
crias, é aconselhável faze-lo quando a mãe não estiver por perto
e deverá de ter muito cuidado com a forte iluminação que poderá
facilmente cegá-las.
Saídos do ninho, os jovens esquilos ainda vão necessitar da
progenitora pois esta é quem os ensinará a procurar comida e
abrigo. Em todo este processo de aprendizagem e de criação, não há
qualquer tipo de acompanhamento por parte do macho sendo uma tarefa
solitária para a fêmea o que é aconselhável separar o macho dos
restantes. A partir dos 2 meses de vida, os jovens deverão de ser
separados da mãe pois daqui para a frente não haverá quaisquer laços
familiares entre mãe e filhos, e é provável que cruzem em cios próximos.
Essa situação não é nada saudável, pois há o perigo de
consanguinidade o que pode resultar em ninhadas com crias muito
fracas ou até mesmo deficientes.
Mesmo com todas as condições necessárias é bem possível que os
esquilos não se reproduzam, pois para além de tudo o que é
imprescindível para que o façam, também existem alguns factores
que possam ser inibidores.
O facto de haver outras gaiolas com animais por perto pode muito bem
evitar que os esquilos procriem derivado aos odores que esses possam
libertar. Deverá também ter presente que a luz artificial ligada
durante a noite pode influenciar bastante os ciclos menstruais da fêmea
e assim reduzir os cios, ou até mesmo evitar que os tenha. No
entanto, o que se deverá de evitar a todo o custo é o stress
necessitando de muito sossego, não só durante a gravidez mas também
antes do cio e muito principalmente durante o acompanhamento que a fêmea
dá ás crias após estas terem nascido. Caso a fêmea entre em
stress é bem provável que esta não tome conta das crias deixando
de as alimentar, ou até que cometa infanticídio e se alimente em
seguida das crias.
Por todas estas condicionantes, os esquilos são provavelmente dos
roedores mais difíceis de reproduzir em cativeiro.
Texto de Filipe
Peniche (Pinhal dos
Esquilos)
Para a A.P.R.O.M.E.
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